Enquanto o estado do Rio de Janeiro registrou uma queda de 21% no roubo a residência entre 2023 e 2024 (de 839 para 659 casos, segundo o ISP-RJ), a Zona Sul da capital caminhou na direção oposta: uma alta de 51% no mesmo indicador, saltando de 43 para 65 casos no período de janeiro a novembro.
O recorte por bairro mostra que o aumento não é uniforme. Em Botafogo, os casos mais que dobraram (de 8 para 19). Copacabana teve alta de 84% (de 19 para 35). Já o Leblon foi na contramão: queda de 31% (de 16 para 11) — um lembrete de que "Zona Sul" não é um bloco único, e que a exposição ao risco muda de rua pra rua.
Roubo a residência, nesse recorte, inclui invasões a casas e apartamentos — o que passa, quase sempre, por um ponto de entrada: portaria, garagem ou área comum. O padrão identificado nos dados mostra concentração em horários de menor movimento (entre 1h e 5h) e em dias específicos (terças, sextas e sábados), com pico no mês de abril.
Isso reforça um ponto estrutural: um porteiro humano, por mais atento que seja, cobre um turno de cada vez e não tem como manter atenção constante 24 horas por dia, todos os dias da semana — inclusive durante o horário de maior risco identificado nos dados. É exatamente a lacuna que um sistema de monitoramento com inteligência artificial, ativo ininterruptamente, foi desenhado para cobrir.
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