Entre 2021 e 2025, o furto de fios e cabos de cobre gerou um prejuízo de R$ 69 milhões só na cidade do Rio de Janeiro, considerando dois órgãos públicos: a CET-Rio (semáforos) e a RioLuz (iluminação pública), segundo levantamento da Agência Brasil.
O problema é grande o suficiente pra a prefeitura montar um Centro Integrado de Combate ao Furto e Receptação de Cabos e Fiação de Cobre, com a primeira ação mirando ferros-velhos na Zona Norte em setembro de 2026. Mas o furto de cobre não é só um problema de infraestrutura pública — ele atinge diretamente canteiros de obra e áreas industriais.
Segundo a Enel, Duque de Caxias teve um índice de 36% de perdas/desvio de energia nos dois primeiros meses de 2026, e São Gonçalo 32% — mais de 78% das perdas concentradas em áreas classificadas como de "restrição operacional severa". O Ministério Público do Rio de Janeiro chegou a denunciar 23 pessoas por integrar uma organização criminosa especializada em furto de cabos de telecomunicação e energia atuando em Duque de Caxias e Nova Iguaçu.
Corte de cabo de cobre é, na prática, sabotagem: interrompe energia, para equipamento e, em obras, pode significar dias de atraso além do prejuízo material direto. É um dos motivos pelos quais sistemas de monitoramento com sensor de vibração e corte, além de bateria de backup, fazem diferença — o próprio ato de cortar o cabo já é o gatilho do alerta, antes que o material saia do local.
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