Nos dois primeiros meses de 2026, Duque de Caxias registrou um índice de 36% de perdas por desvio de energia, e São Gonçalo, 32% — os dois municípios mais atingidos do estado, segundo dados da Enel. Mais de 78% dessas perdas se concentram em áreas classificadas pela concessionária como de "restrição operacional severa".
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou 23 pessoas por integrar uma organização criminosa especializada em furto de cabos de telecomunicação e energia, atuando em Duque de Caxias e Nova Iguaçu (com ramificações também em São Paulo e Paraná). Uma das empresas de fachada envolvidas movimentou mais de R$ 10 milhões, e até R$ 200 milhões em bens e contas foram bloqueados na operação.
A Light também registrou casos de furto e vandalismo em subestações nas primeiras semanas de maio de 2026 — incluindo um caso em Itaguaí onde 250 metros de cabo foram furtados, causando R$ 200 mil em danos à estrutura elétrica.
Corte ou furto de cabo de energia não é só um problema da concessionária — pra uma indústria, significa parada de produção, prejuízo direto e, em muitos casos, o próprio corte do cabo servindo de sinal de que uma tentativa de furto mais ampla está em andamento. Sensores que identificam o corte no momento em que acontece, e não só depois pela falta de energia, fazem diferença real nesse cenário.
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