É comum ver empresas de segurança anunciando números como "94 em cada 100 tentativas de roubo em ambientes monitorados fracassam". É um número que circula bastante — mas fomos atrás da fonte original, e não a encontramos documentada em lugar nenhum. Preferimos ser transparentes sobre isso do que repetir um número sem lastro.
O estudo mais rigoroso que encontramos sobre o tema no Brasil é do Instituto Igarapé, que analisou videomonitoramento no Rio de Janeiro, Salvador e Campinas. A conclusão é mais cautelosa do que o marketing do setor costuma sugerir: câmeras têm limitações sérias e funcionam melhor contra crimes patrimoniais do que contra crimes violentos — e a eficácia depende muito de manutenção adequada e de operadores bem treinados, não só do equipamento instalado.
Isso não significa que monitoramento não funciona. Significa que o fator decisivo não é a câmera sozinha — é a combinação de detecção (a IA identificando o comportamento certo), verificação humana (um operador confirmando que é uma ameaça real) e resposta (alguém sendo acionado a tempo). Um sistema com qualquer uma dessas três partes fraca ou ausente tende a decepcionar.
Desconfie de qualquer empresa que prometa um número de redução de crime sem fonte auditável. A pergunta certa não é "que percentual vocês reduzem", e sim: quem verifica a imagem quando o alarme dispara, em quanto tempo, e o que acontece depois disso.
Fale com a gente e entenda o processo completo — detecção, verificação humana e resposta armada, sem promessa vazia.
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